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A procuradora de Justiça Denise Tarin, idealizadora do Projeto Morte Zero do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), participou, nesta quarta-feira (19/08), de reunião sobre a gestão comunitária de riscos de desastres no Estado do Rio Grande do Sul. O encontro, promovido pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS), teve o objetivo de traçar um diagnóstico para incentivar políticas públicas que contemplem a participação das comunidades nos planos de contingência e contou com a presença de representantes de órgãos públicos, secretarias estaduais e municipais, organizações da sociedade civil e outros profissionais envolvidos com a gestão de riscos e desastres.
Durante o evento, Denise Tarin apresentou a experiência de empoderamento comunitário realizada nos municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na Região Serrana, e Angra dos Reis e Paraty, na Região Sul Fluminense, a partir do Projeto Morte Zero, iniciativa voltada à prevenção de desastres socioambientais, desenvolvida no âmbito do MPRJ desde 2002. Com uma abordagem coletiva e colaborativa, o projeto se fundamenta em princípios de cooperação, solidariedade e integração, buscando identificar as causas históricas dos desastres e encontrar soluções sustentáveis e eficazes, fortalecendo a resiliência das populações mais vulneráveis.
“Estamos num momento de alta complexidade, com o super El Niño, então é importante trazer a nossa experiência, sobretudo na mobilização das pessoas mais afetadas, que vivem nos territórios mais vulneráveis. É necessário trazer uma conscientização maior, uma educação climática, para que se incentive e se sensibilize para uma participação comunitária", enfatizou a procuradora.
O Projeto Morte Zero foi reconhecido internacionalmente, sendo avaliado por pesquisadores do Laboratório de Arquitetura e Estudos Urbanos do Politécnico de Milão. Em junho do ano passado, a iniciativa foi apresentada durante o encontro do Conselho de Acadêmicos das Nações Unidas, em Nairóbi, no Quênia, quando pesquisadores de diversas partes do mundo discutiram temas como mudanças climáticas, justiça ambiental e planejamento urbano sustentável.
Por MPRJ
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